Penso que a razão é fácil de compreender, especialmente se tiver seguido os nossos conselhos em artigos mais antigos: a compra ou adopção de animais de estimação deve ser uma escolha responsável e nunca entrar no capricho ou chantagem emocional a que estamos sujeitos, especialmente pelos nossos filhos e por vezes por outras pessoas da família.
Assim, passando ao tema do dia, penso que antes de comprar ou adoptar um animal devemos pensar cuidadosamente sobre os diferentes aspectos que nos podem fazer escolher um ou outro tipo de animal de estimação. A primeira coisa ter a certeza de que se formos manter um animal em casa, vamos mantê-lo em condições óptimas e vamos assumir a responsabilidade da sua manutenção regular (comida, bebida, higiene, alojamento adequado, passeios, jogos...), bem como das suas necessidades de saúde e veterinárias. Tem de ser uma decisão bem ponderada, é importante avaliar economicamente as despesas habituais e as das suas necessidades de saúde para ver se podemos ou não suportar esta despesa extra.
Assim, se tiver uma casa pequena (menos de 50m2) com poucas opções para o animal se deslocar dentro da casa, ou pouco tempo para passear, o melhor é descartar a opção de um cão e optar por um gato ou um roedor. Se a sua casa for pequena demais e não contar com muito tempo livre, se calhar o melhor é deixar a compra ou adopção para outra altura em que possamos ter o nosso animal de estimação em melhores condições. Se não tivermos um jardim, os cães precisam de ser passeados duas ou três vezes por dia, com um destes passeios a durar mais de 40 minutos. Estas caminhadas mais longas costuman ser à tarde ou à noite, já que é o momento em que as pessoas costumam ter mais tempo livre.
Existem outras opções, tais como aves, répteis ou peixes, que só recomendo a pessoas que saibam muito bem o animal de estimação que querem, que já tenham experiência, ou que tenham bons conselhos de um especialista. É óbvio, os animais de estimação não são um bom presente surpresa para os seus familiares e amigos. Pense também em como quem vai tratar dele nas férias.
Tanto nos gatos como nos cães há variabilidade nas características do animal dependendo das raças, e talvez esta variabilidade o ajude a escolher uma raça em detrimento de outra. No geral, estas diferenças são menores nos gatos do que nos cães.
Nos cães, ao escolher a raça terá naturalmente de ter em conta o tamanho, sexo, tipo de pêlo, o exercício que pode oferecer (porque há raças que precisam de correr muito mais do que outras), se vão passar muito tempo ao ar livre (jardim), o seu carácter, o sua dominância, há também raças que se adaptam melhor à vida em famílias com crianças.
Com os gatos é muito menos importante, e o principal é escolher o sexo. Também pode decidir se prefere um gato com pêlo mais curto ou mais comprido.
Na verdade há um número infinito de raças e cada uma tem as suas diferenças, que eu não acho que deva explicar porque seria suficiente para um livro e não para um post. Consulte o seu veterinário para uma orientação mais extensa.
Sobre a escolha entre compra ou adopção, recomendo a adopção, porque acho que existe um conflito com o abandono dos animais de estimação e, se pudermos ajudar a reduzir o problema, muito melhor. Tenho a certeza de que juntos podemos dar uma vida feliz ao maior número possível de animais de estimação.
Em abrigos e canis têm cães e gatos de todos os tipos, e as pessoas responsáveis pelo centro poderão também orientá-lo para escolher o mais adequado. Os animais sã-lhe entregues identificados e desparasitados, e com as vacinas correspondentes à sua idade. Isto também acontece com os animais que são comprados. Como já dissemos anteriormente, se decidir comprar um animal, deve ser uma decisão muito meditada e não ser levada pelo impulso, hoje em dia a Internet e as redes sociais são uma grande ajuda para obter mais informação, e claro, também pode consultar o veterinário. Não hesite em fazer quaisquer perguntas que possa ter ao vendedor e, se possível, assegure-se de que tudo está claramente indicado no documento de vendas. Pelo geral, existem cláusulas que explicam o que acontece se houver algum incidente. Por exemplo, normalmente há um período de 7 a 15 dias a partir do momento da compra, para que o vendedor cubra os custos no caso de uma doença que o animal esteja a incubar.
Após ter recolhido o seu animal de estimação, recomendo que se dirija directamente ao veterinário para um check-up. Sim, sei que isto torna a compra mais cara, mas para além de detectar qualquer doença que possa estar a começar a apresentar sintomas, o veterinário pode aconselhá-lo sobre questões importantes como: alimentação, vacinas, socialização, brinquedos, cama... Para o fazer, consulte previamente o veterinário e marque uma consulta, porque a maioria das adopções e compras de animais são feitas aos sábados e é nesta altura que as clínicas veterinárias estão mais ocupadas.
Evite comprar animais de estimação através da Internet, uma vez que o controlo tanto das questões legais como da saúde e mesmo do fraude relativamente à sua verdadeira identidade, idade, raça, estado de saúde ou qualquer outra incidência é muito mais complexo e pode levar a grandes problemas que por vezes não acabam satisfatoriamente.
No geral, os cachorros devem estar com a mãe e o resto da ninhada durante todo o período de lactação, que deve ser de cerca de 8 semanas (2 meses). Desconfie se alguem quiser entregar-lhe um cachorro com menos de 5 ou 6 semanas. Se puder escolher o animal duma ninhada, escolha o mais ativo, evite escolher um cachorro que esteja deitado ou a dormir e verifique que não tem manchas na pele. Verifique também se existem secreções oculares, nasais ou genitais.
E finalmente, não se esqueça de pensar em como vai transportar o cachorro para a sua casa: poderá precisar de um transportador, trela, coleira, etc., e quando chegar a casa deverá ter uma tigela de água, outra de comida e uma cama preparada à sua espera. O normal é que a pessoa que vende ou dá em adção um animal ofereça ao novo dono um pouco de comida para alimentar o seu novo companheiro nos primeiros dias. Aliás, não é aconselhável mudar a alimentação do seu animal de estimação logo até passadas algumas semanas.
Até o próximo post!