A verdade é que, em teoria, pode parecer fácil para o nosso cão ou gato ingerir aquele pequeno comprimido... Só tem que misturar com a comida, certo? A resposta é não. Se o seu companheiro for um gato, já deve saber que ele consegue encontrar até o menor vestígio de um elemento estranho na sua guloseima ou comida habitual, e muitos cães não engolem tão depressa dependendo do que mordem.
Hoje revemos os erros que todos cometemos em algum momento e veremos como podemos tornar o momento do comprimido ou do xarope mais fácil e eficaz.
Medicamento no menu habitual
Incluir um comprimido (triturado ou não) ou xarope no seu menu diário é correr o risco de não ingerir toda a dose necessária, seja o seu animal de estimação um cão ou um gato. O mesmo acontece se tentarmos diluir o xarope em água.
Embora seja mais fácil para um cão aceitar um comprimido escondido numa guloseima (principalmente se for a sua guloseima Vitakraft favorita), ele pode acabar por rejeitar esse método se o tratamento for prolongado. É por isso que veterinários e especialistas recomendam oferecer o comprimido ou xarope diretamente.
Se temos um gato, devemos manipular delicadamente a sua cabeça desde a parte superior, tentando abrir a sua boca sem o magoar. Basta colocar o comprimido na língua para despertar o reflexo de deglutição e, uma vez alcançado, podemos recompensá-lo com um snack líquido, por exemplo, para tornar tudo mais suportável.
Os xaropes devem ser administrados sempre com uma seringa, levantando os lábios do nosso gatinho e introduzindo a seringa entre os dentes, no sentido da garganta. Lembre-se de injetar lentamente para dar-lhe tempo para engolir e também recompensá-lo quando terminar.
No caso do nosso animal de estimação ser um cão, não devemos segurá-lo nos nossos braços para oferecer remédios, mas deixá-lo com as patas traseiras apoiadas para evitar que salte ou se mova.
Com delicadeza, mas com firmeza, há que segurar na sua mandíbula superior e inclinaremos a sua cabeça levemente para cima, fazendo-a abrir a boca para inserir o comprimido. Posteriormente, devemos mantê-lo fechado por alguns segundos, retornando a cabeça à posição normal para conseguir engolir facilmente. Se ele se morder ao abrir a boca novamente, significa que alcançamos o nosso objetivo.
A técnica se o remédio for líquido é a mesma dos gatos, sem esquecer o prémio subsequente para recompensar a coragem dos nossos melhores amigos em situações que eles não entendem.
Medicamentos nos olhos, ouvidos, pele…
Os remédios para os olhos são talvez os mais delicados, pois obrigam-nos a imobilizar completamente os nossos amigos e tentar não magoar uma área tão delicada.
É aconselhável pedir ao nosso veterinário que nos ensine a aplicar os colírios ou pomadas prescritos para esclarecer a técnica, por isso não hesite em perguntar.
O mesmo acontece com os ouvidos, pois sentir como o líquido cai dentro pode ser muito incómodo e é provável que cães e gatos se mexam, mas, mesmo que saia um pouco do que lhe administrou, não repita a dose, porque esse pequeno resíduo é algo com o qual o veterinário já conta. E na dúvida já sabe: consulte-o, ele está lá para o ajudar.
Se a medicação for tópica e o seu cão ou gato não tiver tendência a tocar, ou lamber a parte onde aplicou, ou a retirar a gaze ou curativo se necessário, não haverá problema, se não, é provável que tenha que recorrer a algum cone de proteção (por mais peninha que dê vê-lo com ele).
Atitude ao oferecer medicamentos
Se o nosso animal de estimação não nos facilita em questões médicas, é muito normal que nos stressemos com a simples ideia de tentar dar-lhe aquele comprimido novamente ou enfrentar uma reação negativa com o seu xarope.
Mesmo assim, devemos fazer o impossível para parecermos calmos e tranquilos, reforçando a ideia de que não se trata de uma operação traumática, e premiar sempre (a Vitakraft facilita) o momento difícil que os nossos melhores amigos acabaram de passar.